O Comércio Justo e Solidário (CJS) é o fluxo comercial diferenciado, baseado no cumprimento de critérios de justiça e solidariedade nas relações comerciais que resulte no protagonismo dos Empreendimentos Econômicos Solidários (EES) por meio da participação ativa e do reconhecimento da sua autonomia.
CARACTERÍSTICAS DO COMÉRCIO JUSTO E SOLIDÁRIO
- A existência de relações comerciais mais justas, solidárias, transparentes e duradouras;
- A co-responsabilidade nas relações comerciais entre os diversos participantes na produção, comercialização e consumo;
- A valorização nas relações comerciais, da diversidade étnica, cultural, social e do conhecimento tradicionais das comunidades e pessoas envolvidas.
- Transparência nas relações comerciais, na composição dos preços praticados e na elaboração dos produtos, garantindo acesso a informação acerca dos produtos, processos, organizações e que participam do CJS.
OBJETIVOS DO COMÉRCIO JUSTO E SOLIDÁRIO
- Promover o desenvolvimento sustentável, a justiça social, soberania, e a segurança alimentar e nutricional;
- Garantir os direitos dos (das) Produtores (ras) e consumidores (ras) nas relações comerciais;
- Fortalecer a Cooperação entre produtores, comerciantes, consumidores e suas respectivas organizações para aumentar um viabilidade, riscos e reduzindo dependências econômicas;
- Promover uma autogestão; equidade de gênero, étnica e de gerações;
- Garantir a remuneração justa do trabalho,
- A valorização e a preservação do meio ambiente, com ênfase na produção agroecológica de produtos de base e das atividades do extrativismo sustentável
Mais informações na página do Faces do Brasil
Conheça também o Sistema Nacional de Comércio Justo e Solidário (SNCJS)
O que são os Empreendimentos Econômicos Solidários (EES)?
São organizações com as seguintes características: 1) Coletivas (organizações suprafamiliares, singulares e complexas, tais como associações, cooperativas, empresas autogestionárias, clubes de trocas, redes, grupos produtivos, etc.); 2) Seus participantes ou sócias/os são trabalhadoras/es dos meios urbano e/ou rural que exercem coletivamente a gestão das atividades, assim como a alocação dos resultados; 3) São organizações permanentes, incluindo os empreendimentos que estão em funcionamento e as que estão em processo de implantação, com o grupo de participantes constituído e as atividades econômicas definidas; 4) Podem ter ou não um registro legal, prevalecendo a existência real; 5) Realizam atividades econômicas que podem ser de produção de bens, prestação de serviços, de crédito (ou seja, de finanças solidárias), de comercialização e de consumo solidário;
Mais informações sobre Economia Solidária na página do Fórum Brasileiro de ECOSOL
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